Seguidores brasileiros ou mundiais: o que muda e como vender
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Abra o catálogo de qualquer provedor e você vai encontrar o mesmo serviço duas vezes: seguidores "BR" e seguidores "World" ou "Global". O de fora custa uma fração do brasileiro. O cliente, na maioria das vezes, não sabe que existe diferença.
Vender os dois pode ser bom negócio. Vender um no lugar do outro é a forma mais rápida de perder cliente.
O que muda
Preço. Seguidores brasileiros custam bem mais no provedor. Como ordem de grandeza, algo entre R$ 8 e R$ 25 o milheiro, contra poucos reais nos mundiais. Os números variam muito por provedor e por qualidade; o que não varia é o brasileiro ser o mais caro.
Prazo. O serviço mundial costuma começar rápido e aguentar pedidos grandes. O brasileiro tende a ser mais lento e a ter limite menor por pedido, porque a oferta de perfis é menor. Prazo de mundial copiado no serviço brasileiro vira reclamação.
Queda. Aqui não existe regra fixa. Há serviço brasileiro que segura bem e há serviço brasileiro que cai como qualquer outro. O rótulo "BR" diz de onde vêm os perfis, não quanto tempo eles ficam. Só o teste mostra, e o roteiro de teste está em como escolher um provedor.
Aparência no perfil. Quem olha a lista de seguidores de um perfil local e encontra nomes em outros idiomas percebe. Para o cliente que quer número, isso não importa. Para a loja de bairro que quer parecer conhecida na cidade, importa muito.
Quem compra cada um
Brasileiros: negócio local, perfil comercial, prestador de serviço, criador que fala com público brasileiro. Eles querem credibilidade com quem visita o perfil, e pagam mais por isso.
Mundiais: quem quer o número rápido e barato, perfil novo que precisa sair do zero, criador testando se a conta engrena. O preço baixo é o argumento.
Os dois públicos existem. O erro é tratar os dois como um só.
Como apresentar na loja
Dois serviços, dois nomes. "Seguidores Brasileiros" e "Seguidores Mundiais", lado a lado na mesma categoria. Nada de "Seguidores Premium" e "Seguidores Básicos", que obriga o cliente a adivinhar o que muda. A loja não aceita dois serviços com o mesmo nome na mesma categoria, então o diferenciador precisa estar no nome.
Na configuração inicial da loja, quando o provedor marca o serviço como brasileiro (BR, Brasil, Brazil), ele sobe na lista de sugestões e já vem com o nome "Seguidores Brasileiros". Confira mesmo assim: a sugestão vem do nome que o provedor deu, e provedor também erra rótulo.
A diferença dita em uma frase. Na descrição de cada um, diga o que é e para quem serve. "Perfis brasileiros, entrega gradual. Ideal para negócio local." "Perfis de vários países, entrega rápida. Ideal para quem quer número no menor preço."
Prazo próprio em cada um. Cada serviço pode ter o seu prazo de entrega, e o brasileiro quase sempre precisa de um prazo mais longo que o padrão da loja.
Preço proporcional ao custo. Não puxe o preço do brasileiro para perto do mundial para "competir". Use o mesmo multiplicador sobre o custo nos dois (a conta está em como precificar). A diferença de preço na vitrine é o que explica ao cliente que os produtos são diferentes.
O que nunca fazer
Vender mundial com nome de brasileiro. Além de o cliente perceber na lista de seguidores, é propaganda enganosa pelo Código de Defesa do Consumidor. O reembolso é o menor dos problemas.
Chamar qualquer um de "100% real". Nem o provedor costuma garantir isso por escrito. Prometa o que você controla: origem, prazo e reposição, se houver.
Esconder a origem do mundial. Quem compra mundial sabendo o que é raramente reclama. Quem descobre depois sempre reclama.
Por onde começar
Se a sua divulgação fala com negócio local, comece pelo brasileiro e acrescente o mundial como opção de entrada. Se fala com criador e com quem quer volume, o mundial puxa o movimento e o brasileiro vira o produto de ticket maior.
Nos dois casos, teste os dois serviços no seu próprio perfil antes de publicar: tempo até começar, entrega completa e quanto caiu em sete dias. É a única forma de escrever a descrição com segurança.